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A Grande Reportagem: Cabrini investiga denúncia de agressão contra empregada doméstica grávida

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E agora atenção, acompanhe comigo essa história que está chamando muita atenção.Uma patroa presa indiciada por tentativa de homicídio e tortura contra sua empregada doméstica grávida.Eu viajei até o Maranhão para investigar essas graves denúncias e fiquei frente a frente com a acusada, a empresária Carolina Stella Ferreira dos Anjos.Uma entrevista exclusiva e reveladora.A nossa grande reportagem de hoje traz ainda imagens, documentos e depoimentos inéditos sobre o caso.É agora.

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A patroa e a empregada.Os relatos de uma hora de tortura.

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Aí morro e pisava no dedo e tudo que vocês imaginaram de doidice.Era eu e ele, fazendo.

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Ele se aproximou, puxou a minha touca de cabelo, pegou no meu cabelo e me derrubou no chão de uma vez.

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Montou ela de joelho, puxou a bexiga e botou na boca dela.Eu acho bom tu empregar logo esse anel.Onde é que tá?Tá aqui.Mora brincadeira quente ou frio?

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A revelação de um plano que envolve uma influente empresária e sua relação duvidosa com agentes públicos que estariam agindo a revelia da lei.

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Ele revelou com uma argoneta de uma arma, ela brilhava.Eu só mais faz pago em cá.É um truque sobre meu anel, você sabe, né?Aqui não entrou ninguém de fora, só a gente.A única pessoa estranha é você.Vá pegar meu anel, de onde você botou?

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Para gente não ter problema.

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Ela atraiu para dentro de sua casa um crime de tortura e uma tentativa de homicídio contra uma pessoa humilde.Como é que o senhor descreve o comportamento dela?

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Doentio.Vinte dias depois, Carolina é presa em Teresina.Sua reação é silenciosa.

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Você é acusada de tortura, ameaçada de morte, também acredita empregada doméstica.

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o presídio Pedrinhas em São Luiz do Maranhão, onde Carolina Stella Ferreira dos Anjos está presa, de onde ela aceitou me receber para responder algumas perguntas.É final de tarde de sábado quando a empresária é trazida da cela que divide com outras sete presas.Ela é uma das 348 detentas da penitenciária, mas nenhuma das outras desperta no momento tantos olofotes.É hoje a mulher acusada de tentar assassinar e torturar sua empregada doméstica.Antes de ser levada para a sala de entrevista, ouvi dela uma das frases mais marcantes da tarde.Em termos de imagem, ela se sente uma espécie de Susana Restoffen de 2026.

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Na mídia eu sou a nova Susana Restoffe, mas eu não sou.Eu não sou criminosa, eu não sou assassina e eu jamais seria.

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De um lado a patroa, empreendedora do ramo de festas e influenciadora digital.Quem é a verdadeira Carolina?

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Carolina Stella, hoje é mãe de dois, estou grávida de três meses.Eu sou esposa, eu sou filha e eu espero que a justiça ela realmente mostre e que me julgue da maneira certa.Eu não tenho um bo feito contra mim de agressão.Por que que agora, depois de 36 anos de vida, eu faria isso?

3:33

Qual é a maneira correta de se tratar uma empregada doméstica?

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Seus direitos, todos em dia, educação, eu acho que a gente tem que ter e cuidado, como eu sempre tive com todas que já passaram na minha casa.

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Jamais, nem empregada nem ninguém.

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A senhora reconhece que exagerou nos seus atos?

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Eu posso ter exagerado, mas eu não fiz o que estão dizendo que eu fiz.

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Do outra funcionária, Samara Regina Dutra Soares, 19 anos, uma trabalhadora doméstica à espera do seu primeiro filho.

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Eu não ia sair dali viva.

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Seis meses de gestação e o relato de uma manhã de terror.O 17 de abril dificilmente vai ser esquecido.

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Ofereçoucos, nubos, empurrões.Eles ficavam me ameaçando, dizendo que era para dizer logo onde estava o anel.

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Aí na hora que ela abre o seu joelho passou já que ela puxa o anel cai.Ah, gente, nessa hora.Oh, meu Deus, a Carol dos velhos tempos voltou assim.

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Esse é o local dos acontecimentos.Uma casa confortável em um condomínio fechado em Passo do Lumear, onde Carolina vive com o marido e um filho de seis anos.O pequeno município da região metropolitana de São Luiz do Maranhão é o cenário de uma história que está receu o país.O que de fato aconteceu?Qual o seu lado da história?

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No dia 16 de abril, cheguei da escola do meu filho, como todos os dias, retiro minha aliança com um anel solitário que eu tenho pequeno e um solitário maior e coloco em cima do balcão da cozinha.Almoço e já saio imediatamente com ele para o particular porque o horário é corrido.Quando eu entrei no carro para levá-lo até o particular, eu notei que eu não estava com esse anel, mas eu estava deixando em casa.Não tinha ficado ninguém além dela.Mas fui para o particular normalmente.Quando eu retornei às cinco horas da da

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tarde, eu falei para ela que meu anel eu havia esquecido em casa e que a gente procurasse.Mas eu sabia onde, de fato, eu tinha deixado, que eu não coloco em outro lugar.Procuramos a casa inteira, quarto, sala, cozinha, banheiros, não encontramos.Quando fui no dia seguinte e eu a chamei e perguntei para ela aonde ela poderia ter deixado, onde ela pegou e guardou e não lembrava.

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Aí eu chamara uma logo aqui essa cozinha que eu também não soubeste.Eu vou receber um amigo meu aqui em casa.

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Ela me chamou para a sala de jantar onde eles dois estavam e questionou o anel, perguntou aonde eu tinha colocado, que ela sabia que estava comigo e que era para me devolver.

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Ai procura, procura mesmo um escassel no meu quarto.Tirou todas as roupas, todos os sapatos e disse que procurando, ela procurando.Ai nada, nada.Isso quase uma hora essa menina no massacre.

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Eu peguei e fui conduzida para o quartinho onde eu dormia, tirei todas as minhas coisas da bolsa, coloquei na cama e falei novamente que não estava comigo.Foi aí que o homem veio mais atrás e ele começou as agressões.Ele falou que era para me entregar logo de uma vez, porque eu tinha que encerrar logo aquilo.

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O policial militar que estava na casa de Carolina, além de preso, também foi afastado.Michel Bruno Lopes dos Santos foi também indiciado por tortura e tentativa de homicídio.Veja o que ele diz em seu depoimento.

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No dia 17, a Carol insistiu para que eu comparecesse à casa dela.Fui até o local sem armas e vi a Carol perguntar para Samara: Cadê o anel que você?roubou?Elas começaram a procurar no banheiro.Samara tirou as roupas de um cesto e o anel caiu.Nesse momento iniciaram as agressões com socos, tapas e puxões de cabelo por parte de Carol.

7:58

Falei que eu não iria compactuar com aquilo e saí.Qual foi o papel do policial militar que foi preso?

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8:04

Qual é o dever de um agente da segurança pública diante desse tipo de coisa?É virar as costas?É virar as costas?Não é?É fazer intervenção logo da voz de prisão.Você está presa e pediu auxílio.

8:22

Ele não fez nada disso.Ele não fez nada disso.Ele deu no depoimento que ele saiu de lá e deixou a menina apanhando.

8:29

Dei tanto nessa mulher, dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada.

8:36

A senhora sabe o que a Samara disse contra a senhora?Que a sua empregada doméstica relatou?

8:41

Que ela havia sido espancada e que ela havia sido torturada dentro da minha residência.

8:49

O que existe verdade nesse relato?

8:52

Nada do que ela falou é verdade.

8:56

Absolutamente nada ou uma parte?

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Nada do que ela falou é verdade.Ela não foi espancada dentro da minha casa.Ela não foi torturada e ela não foi ameaçada.

9:09

E por que ela acusaria?

9:12

É isso que a gente precisa saber.

9:14

E no áudio a senhora conta que agrediu?Por quê?

9:19

Eu estou gestante, inclusive, de três meses e estou tendo, antes de descobrir, já estava tendo alguns surtos até com meu marido mesmo, de explosão, de falar o que não quero, de ter confusão mental.

9:36

O primeiro contato com o marido de Carolina, otambém empresário do setor de investimentos Iuri Nascimento, é por telefone, onde ele desabafa.

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Nada justifica, os meios não justificam os fins.Eu não estou aqui vivendo qualquer coisa do tipo, ah, ele é uma coitada.Não, não é isso.Várias pessoas cometem erros e ela cometeu erro e ela vai pagar.Ela já está pagando.

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Depois dessa entrevista, ele procura relacionar o comportamento da esposa a um susto psicótico.

10:12

A minha esposa sim tem um histórico de ser ríspida.Ela é uma pessoa que tem um sangue mais quente no que diz respeito a palavras.Eu não visualizo esse cenário absurdo sobre.É complicado falar essa palavra tortura.Sabe o que é você conviver com uma pessoa por praticamente dez anos, saber dos defeitos que não são poucos, saber das qualidades que também não são poucas e de repente você ser surpreendido com a possibilidade dela ter torturado alguém.Para mim isso é um cenário muito agressivo.

10:46

De ter lá acusado.

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E sobre agressões?

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Eu não a agredi.

10:52

A Chana perdeu o controle?

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Posso ter perdido o controle de palavras, mas de fazer não.

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A Chana não passou do limite?

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De palavras sim.

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E de atos?

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Jamais.Para mim, Iuri não faz sentido essa versão.Eu não estou falando que A, B ou C esteja mentindo.Eu não estava na residência.O que eu vi foi uma pessoa que diz que foi torturada e mais uma vez não estou dizendo que ela esteja mentindo.Não estou acusando ninguém.

11:27

Estou falando que eu presenciei.Passa por mim e me dá tchau.

11:30

Tivemos acesso a essas imagens exclusivas.A chegada da guarnição da Polícia Militar à casa onde a empregada doméstica Samara relata ter sido agredida e torturada por sua patroa Carolina.

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Eles chegaram uma hora depois do acontecido, agiram normal, perguntaram onde era a casa, eu fui conduzida até lá, fiquei dentro da viatura, eles foram, chamaram ela, conversaram por cinco minutos e depois foi só isso.Levaram para a delegacia da mulher e foram embora.

12:05

Veio com um policial que me conhecia, sorte minha, né?E sorte dela também.Explicei para ele o que tinha acontecido.Aí ele disse Carol, se não fosse eu, eu tinha que te conduzir para a delegacia, porque ela tá cheia de hematoma.Aí eu disse era para ter ficado era mais, não era nem para ter saído viva.Aí ele se acabou de rir, ele entra aí, eu entrei aqui em casa.

12:31

Tu não pode dizer que tu bateu, tu não pode confessar, tu é doida.

12:36

A guarnição é acusada de não ter tomado as providências cabíveis a policiais militares em uma circunstância como essa.É discutível que Carolina recebeu tratamento privilegiado por ter uma relação com um dos policiais.

12:50

Como ela confessou o crime, ela também está dizendo que comprometeu os policiais que foram até lá.

12:55

Os policiais militares identificados no atendimento da ocorrência já estão respondendo processo administrativo e foram afastados das suas atividades operacionais para garantir a lisura da investigação.

13:11

Que eu tentei assassinar uma pessoa, até de facções recebi mensagem dizendo que iam tirar minha vida, que quando eu entrasse no presídio eu não ia sair.

13:21

O que a senhora tem ouvido a seu respeito?O que representa aquilo que é verdadeiro?O que de fato a senhora fez?

13:29

Eu jamais.tentaria contra a vida de alguém, ainda mais por duas pessoas, né?Porque ela também está grave.

13:36

Os áudios onde Carolina confessa o crime foram determinantes da investigação.Carolina alega que a voz não é dela, que ela nunca disse tudo isso.Uma perícia determinada.Tivemos acesso ao laudo pericial.Análise feita não deixa dúvidas.O áudio não foi alterado.

13:58

Pertence a Carolina, voz.

14:00

Não existe dúvida nenhuma de que aquela voz que está no áudio é da Carol.

14:10

Tapa, tampa, menina dez.Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada.Até hoje meu dedo já tá roxo.

14:16

A maior prova que existe contra a senhora é exatamente o seu relato, a senhora relatando o que aconteceu para os seus amigos.E a perícia mostrou que a voz é sua.Para muitos seria uma confissão.E para a senhora?

14:30

Não é uma confissão.

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O que é?

14:32

Eu não fiz nenhum relato.Grupo, a gente sabe que a gente brinca.

14:38

Era uma brincadeira?

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Não, nunca foi uma brincadeira porque isso seria uma brincadeira de muito mal gosto e muito séria.Na verdade está sendo muito sério.Eu não sei.Posso ter tido erro de querer ter feito o que era para a polícia ter feito.

14:58

O que?

14:59

Confrontado ela, dado o flagrante porque foi feito isso.

15:04

A senhora tem consciência que a investigação demonstra que ela não roubou o seu anel.

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Não.Não é que ela não tenha roubado, porque o flagrante ele foi feito, mas não pela pessoa que era para ter sido feita, que era a polícia.

15:17

Além das dores que ainda sinto, ficou o medo constante de sair de casa.Fica aquele medo de eu.ficar olhando pro lado, pro outro para ver se não tem ninguém, o medo de estar alguém me vigiando, me seguindo.Ficou aquele medo constante, nem mesmo dormir eu consigo mais.

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15:36

O juiz destacou a extrema brutalidade do crime e a vulnerabilidade da vítima, que está grávida e economicamente subordinada.

15:45

Ela saiu de casa, não foi para ser torturada, ela saiu de casa para trabalhar, para arranjar um dinheiro complementar para o enxoval do filho que ela está esperando.

15:56

Em São Paulo localiza Sandra Manuelle de Souza Ferreira, 22 anos, uma outra vítima de Carolina, é o que ela relata.O ano é 2024.

16:07

Carolina ela ela faz qualquer pessoa que trabalha com ela se adoecer psicologicamente.

16:15

Há três anos Sandra foi babá do filho da empresária.Ela relata que tudo aconteceu da mesma forma, a mesma acusação, o sumiço de uma jóia.

16:26

A acusação do crime aconteceu depois de um passeio e foi em uma sexta-feira na qual ela me ligou três horas da tarde, perguntando se eu tinha visto a pulseira da criança e que se eu não entregasse a pulseira da criança, ela iria na delegacia falar que eu tinha roubado.

16:45

Eu estou na delegacia agora então não sustando documentos e vou dizer que você roubou a pulseira do meu filho.

16:53

Mas senhor você vai dizer alguma coisa sobre isso?

16:55

O que aconteceu com essa babá três anos atrás não foi nada do que estão falando que aconteceu com a Samara.O que aconteceu com essa babá foi que eu mandei um áudio para ela, na verdade sumiu uma pulseira do meu filho, eu mandei um áudio, ela me mandou uma mensagem dizendo que estava indo embora enquanto eu estava chegando de viagem do aniversário do meu filho. filho.

17:20

e eu pedi que ela me esperasse para que a gente pudesse ver o que havia acontecido e ela disse que ela estava indo embora porque ela não ia pagar nenhuma pulseira é apenas isso eu nem tive contato com ela de quando eu saí de viagem e cheguei foi quando eu falei para ela você pode ir na delegacia você pode ir onde você quiser você tem todo o seu direito mas eu não roubei nada não me senti ameaçada só por ela ter falado que eu tinha roubado algo que eu não roubei na época ela também tinha 19 anos coincidentemente a mesma idade de Samara pelo que eu percebi ela faz isso com pessoas que são de classe baixa que nem eu que nem a Samara não é porque a gente é simples né que a gente faz esse tipo de coisa Carolina foi condenada seis meses de detenção por calúnia por ser réu primária a pena foi convertida em serviços comunitários a vítima foi indenizada em quatro mil reais toda essa situação ela nos mostra que a violência familiar violência doméstica violência contra os empregados que residem na casa ela precisa ser tratada com mais atenção nós enquanto sociedade precisamos olhar com olhares mais atentos precisamos dar mais credibilidade às falas a essas pessoas Carolina responde a outros processos a empresária também foi condenada após ser acusada pela própria irmã de desviar pouco mais de vinte mil reais de sua empresa nós fomos condenados por um rombo assim se não me engano não está lá de vinte mil reais num lapso temporal de doze meses que caixa é esse que não se fecha diariamente e agora você vai ver como o advogado Taniel Chagas Bisneto pretende

19:15

defender Carolina Ferreira dos Anjos das acusações.

19:19

A gente também vai analisar as provas, vai verificar as provas somente após a conclusão do inquérito.Seria muito precipitado da nossa parte tratar sobre provas nesse momento inicial que é a fase inquisitorial.Devemos aguardar até por uma questão prática e uma questão de estratégia de defesa.

19:40

Isso não foi um capítulo virado ainda.Para mim vai ser virado mesmo quando a justiça realmente ser feita.O que eu quero é que ela pague por tudo, por tudo o que ela fez tanto comigo como pela Samara.

19:55

Eu vou continuar lembrando, eu vou continuar sentindo.Então, mas espero que ela pague de verdade, tanto ela quanto ele.

20:07

A senhora deve um pedido de desculpas à Samara?

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Eu acho que ambas precisam se desculpar, porque o que eu estou passando eu não aconselho para ninguém e peço perdão também para ela se eu algum dia causar algum mal.Nunca foi minha intenção e eu jamais faria nada que pudesse prejudicar a vida dela ou do seu filho.

20:31

Quando a senhora disse que deveria pedir desculpas para ela, a senhora se refere a quê exatamente?

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Só acusação.

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Julgamento que eu possa ter feito.

20:42

E essas acusações de tentativa de homicídio e tortura?

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Eu acredito que o Brasil não me conheça, mas quem me conhece de verdade sabe que eu não sou essa pessoa que estão querendo mostrar que eu sou.

20:56

A senhora não está exatamente enfrentando o que a senhora mesma fez?

21:01

Eu não fiz nada disso.Eu não sou homicida.Eu não sou criminosa.

21:06

Longe de casa onde ditavasuas regras, Carolina está presa preventivamente em uma cela isolada do presídio feminino de Pedrinhas, seguindo as normas da cadeia enquanto espera a decisão de seu destino.Veja agora o que diz a defesa do policial militar preso, Michel Bruno Lopes Santos.Sua assessoria jurídica informou que não vai comentar trechos isolados de depoimentos já que o processo corre em segredo de justiça.Acrescentou ainda que Michel vai seguir exercendo seus direitos constitucionais e sua defesa vai adotar todas as medidas cabíveis para assegurar a legalidade dos atos, a preservação das garantias processuais e a correta apuração dos fatos.

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