Mendonça cobra explicações da PF após troca de delegado responsável por investigar Lulinha
Polícia Federal substitui delegado que investigava Lulinha e o roubo a aposentados e pensionistas.Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, sente o cheiro de interferência política.Quem traz as informações é a repórter Berenice Leite.Boa tarde, Berê.
Oi, Jéssy, muito boa tarde para você também, para todos que nos assistem, é isso mesmo.O delegado da Polícia Federal Guilherme Figueiredo da Silva, ele era chefe da divisão de repressão a crimes previdenciários e estava na condução dessas investigações das fraudes dentro do INSS desde que o caso se remeteu ali ao Supremo Tribunal Federal.Ele foi responsável, por exemplo, pelo pedido de prisão do careca do INSS, Antônio Camilo Antunes, ele que é apontado como cabeça, né, o principal arquiteto de toda esse todo esse esquema fraudulento na previdência aqui do nosso país.Então chamou bastante atenção o afastamento do delegado que estava desde o início conduzindo essas investigações e nesta sexta-feira o relator, o ministro André Mendonça, lá no Supremo Tribunal Federal convocou então a equipe da Polícia Federal para dar explicações para poder entender melhor qual o motivo do afastamento desse delegado que, como eu disse, estava à frente das investigações que em algum momento também chegou ao nome do filho do presidente Lula, do Lulinha.E justamente depois dessa prisão do careca do INSS, a gente lembra, né, de traz esse contexto porque foi um funcionário do Antônio Camilo Antunes, do careca do INSS, que durante um depoimento à Polícia Federal ele citou ali a relação entre o Lulinha e o careca do INSS, que o Lulinha, inclusive, a Polícia Políciaestá investigando a possibilidade dele ser uma espécie de sócio oculto e também o recebimento dessas mensalidades que chegam a trezentos mil reais e valores milionários intermediados pela Roberta Luxinger, que também tinha conexão, segundo as investigações, com o careca do INSS.
Agora, importante lembrar também que alguns meses atrás a própria defesa do Lulinha, Jaze, teria já se manifestado publicamente alegando que não via motivos para que essas investigações chegassem até o Lulinha, né?E também teve um evento no Palácio do Planalto alguns meses e um dos advogados do filho do presidente Lula chegou a conversar com o Diretor Geral da Polícia Federal.Toda a imprensa estava lá e percebeu nessa conversa e muito se falou que ele teria reclamado justamente por isso dessa exposição, né?E pelos investigadores estarem então seguindo o rastro do dinheiro e estarem de alguma forma também investigando o filho do presidente Lula.Agora, além dessa reunião no dia de hoje convocada pelo ministro André Mendonça, quem também oficiou Diretor Geral da Polícia Federal, André Rodrigues, cobrando explicações, foi o senador Carlos Viana, que foi presidente da CPMI do INSS, essa investigação que ocorreu paralelamente no Congresso Nacional, pedindo explicações.Vamos ver o que disse o senador.
Eu estou oficiando como senador, o Diretor Geral da Polícia Federal, para que a gente entenda o que está acontecendo.Nós não podemos, em hipótese nenhuma, se é o caso, aceitar qualquer interferência política numa investigação que é de interesse de todo o país, porque ele não vai continuar.Nós queremos entender, é um desejo dele como profissional ou é uma decisão interna da Polícia Federal e por que essa decisão foi tomada.
Bom, Jaze.esse documento que foi entregue para o André Rodrigues, diretor geral da Polícia Federal, traz ali alguns questionamentos, entre eles, qual seria a motivação para o afastamento do delegado que até então era responsável pelas investigações.Ele também pede a data em que isso ocorreu oficialmente, né, que tudo teria sido formalizado e por determinação de quem, do próprio diretor da Polícia Federal.Então tudo isso precisa ser esclarecido, né.Além disso, também o senador Carlos Viana, ele questiona qual é o estágio atual dessas investigações e quer saber também se o Supremo Tribunal Federal teria sido avisado previamente, mas ao que tudo indica não foi, até porque hoje o próprio relator do inquérito no Supremo, o ministro André Mendonça, também ficou surpreso, até porque essas últimas oitivas nessas últimas semanas não estava mais sendo conduzida pelo delegado Guilherme Figueiredo, mas sim por vários delegados, como eu disse, o processo foi redistribuído.Então esclarecimentos que quem pede não é só o ministro André Mendonça, como também o senador Carlos Viana na condição de presidente da CPMI e do INSS.
Vamos acompanhar, né, para saber se de fato o diretor geral da Polícia Federal, André Rodrigues, vai trazer essas respostas.Volto com você, Jaze.
Tá, então informações da nossa querida Berenice Leite sobre aí essa substituição do delegado que está à frente das investigações em relação ao filho do Lulinha sobre o roubo do INSS.Bom, para reverberar os principais fatos do dia, vocês sabem, nós contamos sempre com o nosso excelente time de analistas, o nosso time já está aqui, a nossa dupla dinâmica do dia.Conosco, Dra.Katia Magalhães, Dra.Katia, boa tarde, seja muito bem-vinda. bemvinda
Boa tarde, Jéssica Serrão, nossos espectadores sempre aquilo, lutando pelas nossas liberdades nesse país que insiste em seu país do futuro que não chega.
Pois é, um futuro que não chega, Serrão.Conosco também é nosso grande mestre Jorge Serrão Serrão.Boa tarde, seja muito bem-vindo.
Saudações, minhas musas Katia Magalhães, Jéssica Freitas.Vamos mais para um JDO de esclarecimentos.Está todo mundo tento que dar um monte de explicação, mas a gente aqui tenta fazer a tradução das explicações para você.É isso aí.
É isso aí.Apertamos a tecla SAPI.O Serrão falou em esclarecimentos, Dra.Katia, mais de acordo com a militância da esquerda, de esclarecimentos também.Pode ser porque esclarecimento de repente seria um pouco racista, mas vamos ao que interessa.Lulinha que não está no Brasil faz um tempo já que não está no Brasil aí sob suspeita nesse caso todo do INSS, a questão da mesada que ele recebia do carioca do INSS, inclusive do voo juntos ali que o Alfredo Gaspar até disse eu entrego então o meu cargo, se isso for mentira, bom, a gente sabe o resultado da história.
E agora a gente tem essa mudança.Essa mudança na verdade aconteceu no começo do mês, embora não tenha ainda uma data oficial, mas a informação que tem que foi no começo do mês.O André Mendonça também foi pego aí de calça curta, não sabia disso.E aí todo mundo quer entender.Foi o André Rodrigues que determinou a mudança, delegado.Não foi questão em aberto, Dra.
Katia.
Questão para lá de aberto e se depender dos nossos figurões vai permanecer em aberto.É tudo muito anômalo.Observe, na reportagem nós tivemos notícia de manifestações de duas autoridades.Uma foi o ministro André Mendonça que vai reunir a polícia federal para cobrar explicações e a outra foi do senador Carlos Vianna cobrando legitimamente, enviando um ofício para saber do que se trata.Do que se trata esse afastamento esse afastamentode um delegado da PF que estava conduzindo e conduzindo com diligência, conduzindo com honra esse processo para lá de Macabo.
Mas observe, o ministro do STF, um senador, faltou a única autoridade que efetivamente tem competência para exercer o controle externo sobre a atividade das polícias, que é o Ministério Público.Cadê Guanê?Cadê Guanê?Cadê o nosso PGR?Nessas horas a gente vê que nós estamos com total apagão de PGR, total apagão dessa instituição que é super importante, que deveria ser fiscal da lei, que é titular de mais de 90% das ações criminais, mas que numa hora dessas se apaga por completo, né?Permanece na sua inércia e estratando de Guanê, estratando do PGR, do primeiro promotor do país, uma inércia inadmissível.
Lulinha já deveria estar preso.Nós temos comentado a Miude aqui no jornal e preso preventivamente.Por quê?Pela antecipação de um juízo de culpa, de modo algum, mas porque a liberdade de Lulinha acarreta riscos, acarreta riscos à segurança pública, acarreta riscos, acarreta fumaça de uma eventual continuidade delitiva.Liberdade de Lulinha acarreta risco à rigidez das provas, do conjunto das provas, já que ele está livre, leve, solto por aí pelo mundo, podendo apagar documentos, apagar provas, coagir, intimidar testemunhas.Então é tudo muito vergonhoso isso que a gente vive.
Aí aparece um funcionário diligente da PF cumprindo com o seu ofício, né?E esse funcionário é afastado, afastado inexplicavelmente das suas funções.Esse é o Brasil.Brasil, esse é o Brasil onde as autoridades são convidadas, ou melhor, estimuladas a prevaricarem, a faltarem com seus deveres de ofício, porque se os cumprirem, acontece o que aconteceu com esse delegado.E quem fica na pior, todos nós, todos nós, com apagão de justiça, com apagão de Ministério Público e com apagão lá do patrimônio dos velhinhos que foram assaltados e que até o momento ainda não conseguiram ressarcimento de um centavo desses milhões que são bilhões surrupiados.É tudo muito covarde, vexatório e prevaricador.
Serrão, outro aspecto que está sendo levantado em relação a essa mudança é o que motivou essa mudança, o porquê dessa mudança e dessa substituição do delegado.
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— Ruben, Netherlands
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Get started freePois é, aí vem as narrativas, vem as versões.A divisão de repressão a crimes previdenciários da Polícia Federal, o delegado alega que ele resolveu voltar para Minas Gerais, sua terra natal, por pedido próprio e que não teria havido pressão de outra autoridade para tirá-lo de lá.Só que está todo mundo questionando isso.E a Cátia Magalhães foi na veia.André Mendonça questionou.Senadores estão questionando.
Mas a Procuradoria-Geral da República, que deveria fazer o questionamento, naturalmente, nada questionou.Se nada questionou, é porque não tem nada para ser questionado?Não, muito pelo contrário.O que a gente está vendo no Brasil é que o fiscal da lei pode não estar fiscalizando a lei tão bem quanto deveria.O que suscita um debate importantíssimo sobre o papel concreto dos fiscais da lei no Brasil. no Brasil.fiscais da lei em todos os setores.
A gente está vendo as irregularidades acontecerem exatamente porque a fiscalização não está funcionando em nenhum aspecto.Então está na hora de debater como o povo pode ser diretamente o fiscal das coisas, já que seus representantes ou intermediários não estão fazendo o trabalho.Agora, quem toca o debate, hein?
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