O que leva ex-soldados do tráfico brasileiro à guerra da Ucrânia? #shorts #ReportagensDE
Antes de chegar à guerra na Ucrânia, eles eram soldados do tráfico no Rio de Janeiro.
É a porta para mim.
Os três homens aceitaram mostrar o rosto durante a entrevista, mas pediram para ser identificados como GS, Mestre e Predador, nomes que adotaram na Ucrânia.A guerra nas comunidades do Rio de Janeiro ficou para trás.Eles se tornaram soldados numa outra batalha, mas pelo mesmo motivo: o dinheiro.Depois de se alistarem pelas redes sociais, decidiram deixar o país.Embarcaram num voo comercial com a promessa de trabalho nas forças ucranianas.GS é o mais novo do grupo, com 24 anos, viu no alistamento uma chance para deixar a facção.
Vai se aprofundando, vai se ludindo com mulher, bebida, armamento, carro roubado, moto roubada.E dentro da favela o mundo é isso.Como é que está a tua situação com a justiça aqui no Brasil?Minha situação com a justiça está tranquila.Nunca teve, nunca tive passagem.Você não não poderia estar aqui.
Não pode ter passagem, não pode estar devendo à justiça.Predador entrou para o tráfico ainda adolescente, desde meus 15 anos de idade.
Acabei me envolvendo com o crime, cheguei a ser preso em 2018, mas depois saí e comecei a trabalhar de carteirista.
Em que momento surgiu o convite você ir para a Ucrânia?
Fiquei vendo um vídeo de um amigo que estava aqui na Ucrânia, até que ele postou no Stories, né?Aí postou é quem quiser ingressar, tiver passaporte em mãos.Aí eu me interessei e mesmo aqui.
Mesmo numa área de guerra, o Mestre se sente mais livre.
O crime me privou de muitas coisas, de poder, pôs e tomar um assado ali do outro lado da rua.e na praia eu queria curtir podia porque ele me trava muita gente por mais que a gente não seja procurado né tem aquele receio de outra pessoa de outra facção ver a gente e arrumar alguma coisa
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